sexta-feira, 17 de março de 2017

APES participa de debate na ECIT-JP em alusão ao dia da mulher


Nesta ultima terça-feira, 14 de março, a Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas participou de um debate sobre "A origem da exploração e o machismo na atual conjuntura", juntamente com o Movimento de mulheres Olga Benário, na Escola Cidadã Integral Técnica de Mangabeira (ECIT-JP). O debate foi realizado em parceria com o Grêmio Estudantil da escola.

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadas e área internaNo debate, a Presidenta da APES, Maria Denise, disse "A  gente precisa se organizar! No mundo capitalista e machista em que vivemos, a organização das mulheres é muito importante. Se quisermos respeito, igualdade, salário igual, acabar com a violência, precisamos enfrentar todos os obstáculos e lutarmos para transformar a sociedade.

Já Vitoria Ohara, da União da Juventude Rebelião(UJR), disse que: "O povo brasileiro está diante de um profundo retrocesso: a reforma previdenciária. A mulher, que trabalha mais que o homem, recebendo um salário inferior, terá que lidar com as mesmas condições que o homem para se aposentar. E isso afetará muito a juventude, que terá que começar a trabalhar mais cedo"

A representante do Movimento de Mulheres Olga Benário, Maria Eloiza, falou que, "A realidade é que todas as conquistas que tivemos ao longo dos anos, como delegacias especializadas, casas abrigo, a Lei Maria da Penha, entre outras, só foram alcançadas com muita organização e ousadia. Mas queremos mais, queremos construir uma sociedade nova para nós e para nossas famílias."
A imagem pode conter: 3 pessoas, multidão e área interna
O debate teve participação massiva, chegando a lotar o auditório da escola. As estudantes se inscreveram para falar, opinar e expressar suas opiniões sobre a necessidade de as mulheres lutarem por seus direitos. A APES mais uma vez reafirmou sua dedicação á luta pelo fim das injustiças cometidas contra as mulheres.
Por uma sociedade igualitária em direitos e livre para ambos os gêneros!
Pelo fim do machismo e da exploração contra as mulheres!


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Fortalecer a APES e construir um movimento estudantil combativo

Em todo o país, o ano de 2016 foi muito agitado para o movimento estudantil. As centenas de ocupações nas escolas, atos de rua e demais formas de resistência demonstraram que os estudantes brasileiros possuem uma grande capacidade de mobilização e que não se calam quando seus direitos são ameaçados. 

No nosso estado não foi diferente. A participação dos estudantes nas ocupações dos diversos campus do IFPB, na ocupação do Lyceu Paraibano, do CAVN, do Estadual da Prata e das demais escolas resultou em um saldo muito positivo para o fotalecimento das lutas. Participamos massivamente das manifestações contra as retiradas de direitos, contra o golpe do parlamento burguês à presidenta eleita, contra a PEC 241/55, a reforma do ensino médio, o projeto Escola Sem Partido e todos os retrocessos. 


Nesse sentido, a Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas(APES), entidade que representa os estudantes secundaristas de nosso estado, entende que é necessário avançar ainda mais na organização do movimento estudantil. 

A Paraíba é um dos piores estados do país quando se fala em índices de qualidade da educação, pois temos inúmeras escolas sucateadas, precisando urgentemente de reformas; não temos passe-livre garantido para os estudantes; professores não são valorizados devidamente; a merenda, o fardamento escolar e os livros sempre deixam de ser tratados como prioridade, etc

Por todos esses motivos, a APES realizará no ano de 2017 vários debates nas escolas, seminários de educação, manifestações e jornadas de lutas e, essencialmente, apoiará o fortalecimento e a criação de Grêmios Estudantis, pois consideramos que é no Grêmio que começa a mudança na escola. 

Fazemos esse chamado com muita animação: juntem-se a APES na construção de uma educação de qualidade, por um movimento estudantil combativo e que esteja ao lado dos estudantes! Nossa tarefa é unir os estudantes, fortalecer a APES e construir a educação dos nossos sonhos!
Em cada escola, um Grêmio! Em cada Grêmio, uma luta!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Nota contra o aumento das passagens em João Pessoa


Iniciamos mais um ano com a notícia de mais um aumento abusivo do preço das passagens do transporte coletivo de João Pessoa, anunciado pelo secretário de Mobilidade Urbana (SEMOB) Carlos Batinga, o qual afirmou que as tarifas do transporte urbano iriam sofrer um novo reajuste. O secretário justificou a necessidade do novo reajuste pela queda no número de usuários, o que teria prejudicado a arrecadação dos empresários. 

Essa afirmação e a forma como tem sido defendido o reajuste por parte de um membro da administração municipal, deixa claro em qual lado está o secretário do Carlos Batinga e a PMJP neste momento, ao optar por um lado do sistema de transportes urbanos, o dos empresários, não levando em conta a população de João Pessoa. Na condição de secretário, pelo cargo que ocupa, o mesmo deveria primar pela defesa e trabalho em prol da população e do interesse coletivo, entretanto, nitidamente ele opta pelo empresariado e seus interesses mercadológicos. 

A informação divulgada por diversos meios de comunicação da cidade e não negado por Carlos Batinga e qualquer outro membro da Prefeitura de que existe um acordo entre a SEMOB e os empresários que culminará em um aumento na tarifa de ônibus anualmente a ocorrer sempre no mês de janeiro, reforça o compromisso com as empresas de ônibus em detrimento da população. Vale ressaltar que, ainda que pese a autenticidade da informação, este o acordo desde 2015, já vem sendo cumprido com aumentos sempre no primeiro bimestre do ano. 

O Prefeito Luciano Cartaxo mandatário de toda essa interlocução em favor do empresariado, finge não ter envolvimento na questão e usa de escudo o secretariado e o “Conselho Tarifário” para esconder que aumentou como nenhum outro prefeito o valor da tarifa de ônibus. Este será o quarto aumento em menos de dois anos, passando inicialmente de R$2,35 (em 2014 o valor era de R$2,20) para os atuais R$3,00, se este novo aumento feito pelo acordo entre a Prefeitura, através da SEMOB e Empresários de Ônibus se tornar realidade, a nova tarifa chegará ao valor de R$3,43. Em quatro anos saímos de R$ 2,20 para R$ 3,00 (SEIS AUMENTOS), bem acima da inflação no mesmo período, o que representa um grande acordão. Esse novo aumento resultaria em mais um golpe contra o povo pessoense em prol dos interesses empresariais do setor de transportes na cidade.
 

Na contramão da velocidade em que cumpre os acordos com o empresariado de ônibus, a promessa de campanha feita ainda em 2012 por Luciano Cartaxo da implementação do BRT em João Pessoa, teve os recursos retirados pelo Governo Federal por conta do não cumprimento dos prazos e projetos por parte do prefeito e sua equipe, mostrando desprezo por uma intervenção fundamental que geraria qualidade, conforto e velocidade para o serviço de transporte público da cidade, prejudicando assim, toda a população.
A juventude e os trabalhadores/as são os mais prejudicados e afetados pelo aumento e pela má qualidade do transporte, impedindo o acesso à vários direitos como cultura, educação, lazer, saúde e direito a cidade. Essa situação fragiliza ainda mais a população, que tem pago a conta de uma grande crise econômica que vem gerando desemprego e dificuldades financeiras em todo o país.


Ao impedir que a população se locomova na cidade, através de uma passagem que comprometerá mais de 15% da renda daqueles/as que ganham até um salário mínimo (maior parte da população) estará sendo retirada a possibilidade para que as pessoas possam lutar pela sua sobrevivência em meio ao caos social existente. Essa realidade acaba forçando as famílias a retirar do já parco orçamento familiar outras necessidades fundamentais para custear o lucro das empresas do transporte público em João Pessoa. 


Entendendo que a capital do estado teve uma grande ampliação de vários setores sociais e populares, surge também a necessidade de uma grande reformulação no Conselho de Mobilidade Urbana de João Pessoa, este que efetivamente só existe para deliberar sobre as passagens, fato que o conferiu a alcunha de "Conselho Tarifário". Nessa mudança, em vez de fortalecer a presença de indicações da gestão e a retirada das representações estudantis, como o prefeito Luciano Cartaxo na surdina tenta fazer, é necessário ampliar a participação social, garantindo no mínimo a paridade do Conselho entre Sociedade Civil e Poder Público, gerando assim, uma maior representação social, garantindo, por exemplo, espaços para instituições representativas das pessoas com deficiência e instituições de ensino e representação estudantil (IFPB, UEPB, NASSAU, UBES, UNE, além das já presentes no Conselho). Reforçamos também a necessidade da ampliação da representação da Câmara Municipal de João Pessoa no conselho, hoje restrita à uma única cadeira indicada pela Mesa diretora da Câmara, cuja representação rotineiramente é feita por membros da bancada de situação da prefeitura.


Por isso, nós da sociedade civil organizada, mandatos de vereadores/as, deputados/as, entidades estudantis e movimentos sociais refutamos qualquer possível aumento de passagem no município de João Pessoa. Transporte coletivo público e de qualidade é um direito do povo e por isso lutaremos, em defesa da população, e exigindo que a Prefeitura Municipal de João Pessoa fomente o debate sobre a necessária reformulação do Conselho de Mobilidade Urbana, não representa a sociedade civil e nem é composta por suas devidas representações. 


Essa nota é publica e representa a vontade da sociedade civil.


Assinam:
União Nacional dos Estudantes – UNE
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES
Associação dos Estudantes Secundaristas da Paraíba – AESP
Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas – APES
União da Juventude Socialista de João Pessoa – UJS/JP
União da Juventude Rebelião
Levante Popular da Juventude Paraíba
Juventude Socialista Brasileira João Pessoa – JSB/JP
Juventude da Articulação de Esquerda – JAE
Centro acadêmico de Arquivologia da UEPB Campus V
DCE UFPB
DCE IFPB
Grêmio IFPB
Mandato Vereadora Sandra Marrocos - PSB
Mandato Vereador Tibério Limeira - PSB
Mandato Vereador Marcos Henriques - PT
Mandato da Deputada Estela Bezerra - PSB

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Apes participa de Audiência Pública para debater as eleições de diretor escolar


Na terça-feira, 06 de dezembro, a Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas (APES) participou de uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa da Paraiba para debater a decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que considerou inconstitucional o direito das comunidades escolares elegerem seus gestores. Com essa decisão, passa a ser competência do governo estadual a nomeação de diretores e vice-diretores escolares. O pedido foi do Ministério Publico. 

Entre as falas que agitaram o plenário, estavam a da presidente e do vice da APES, Maria Denise e Jonata Silva, que se colocaram contra a decisão do Tribunal e a favor do direito de escolha dos estudantes sobre qual o melhor modelo de gestão. Defendeu-se que tal decisão contrasta bastante com o projeto "Escola sem Partido", que determina que nenhuma ideologia deve ser debatida no ambiente escolar. Ora, se a academia deve ser apartidária, nenhum governador representante de partido A ou B deveria participar diretamente de suas eleições. João Batista, do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, fez uma fala sobre a situação precária estrutural nas salas, pátios e laboratórios estudantis. "Lutamos pela reorganização urbana e moradia digna e nos somamos à luta por educação", disse.


A mesa reuniu vários sindicatos ligados à educação, professores e alunos e foi coordenada por Anisio Maia, único deputado presente na audiência. As propostas foram encaminhadas ao deputado, que no final propôs uma conversa formal das lideranças com o governador do estado. Mas está claro que se a conversa não for capaz de barrar essa decisão do TJPB, haverá muita mobilização e luta. A APES segue decididamente na luta em defesa da democracia nas escolas!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Sobre o adiamento do ENEM e a intransigência do MEC!

Desde o fim do ano passado o movimento de ocupações das escolas vem crescendo e se intensificando. A última leva de ocupações contra a reformulação do Ensino Médio de Temer e a PEC do Teto de investimentos cresce mais a cada dia. Todas essas medidas antidemocráticas demonstram o caráter ditatorial desse governo. As ocupações das escolas desde o inicio lutam por uma escola mais democrática e mais participativa e em resposta a isso Mendonça Filho propõem a reformulação do ensino médio que muda radicalmente a realidade de todos os estudantes do pais sem ao menos consultar quem vive cotidianamente a escola. Além disso propõem que as escolas sejam de ensino integral e faz promessas sobre a qualidade de ensino ao mesmo tempo que impõe um Teto de Gastos e retrocesso em várias políticas educacionais como as bolsas de iniciação cientifica, políticas de assistência estudantil e já deu declarações contra o método de ensino dos Institutos Federais. 

O ENEM hoje é um momento determinante na vida acadêmica da juventude brasileira e o ministro golpista não cansa de ter medidas impositivas, sem diálogos e de tentar colocar a massa dos estudantes que ocupam escolas contra todo mundo que esperou o ano todo pra fazer o ENEM. Em nenhum momento as ocupações se manifestaram contra a realização da prova. Com um posicionamento idêntico ao acordo feito com o TRE nos lugares onde aconteceram segundo turno das eleições onde ambos os fatos aconteceram normalmente, tanto as ocupações quanto o processo eleitoral. Se o MEC procurasse os estudantes para negociação e conversa tudo seria resolvido porém com um posicionamento arrogante e de pouco caso com a luta da juventude Mendonça Filho prefere botar estudante contra estudante. Nosso inimigo é quem tira dinheiro da educação pra dar pra banqueiro e quem tem envolvimento com corrupção e não quem luta pela educação.
Aqui na Paraíba mesmo, o campus de Cabedelo do IFPB e vários outros campus/colégios ocupados anunciaram a vários dias a desocupação temporária para que fosse aplicada a prova do Enem. No entanto, o MEC mantém decisão autoritária de suspender a prova nos lugares que foram ocupados.


Por isso viemos manifestar nosso repudio ao posicionamento do MEC de intransigência e tendencioso contra a luta dos secundaristas.

OCUPA TUDO
FORA TEMER
XÔ MENDONÇA
PELA DEMOCRACIA NA ESCOLA E NO PAÍS

Ato dos estudantes de Bayeux! Não á Pec 241/55!


Nesta ultima segunda-feira, os estudantes de Bayeux realizaram um grande ato contra a PEC 241. A manifestação também foi contra a reforma do Ensino Médio, o PL Escola Sem Partido e o Ministro da educação desse governo golpista, Mendonça Filho. 

Se colocadas em prática, essas medidas afetarão não só os estudantes mais a sociedade em geral. A juventude está, atualmente, em luta ferrenha para que esses retrocessos não sejam colocados em prática e o ato dos estudantes de Bayeux demonstrou que os estudantes não irão aceitar passivamente.

Nós da Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas também participamos e auxiliamos na organização da manifestação, e em todo o estado temos acompanhado as ocupações e mobilizações contra os ataques do governo. É essencial que a juventude se mantenha mobilizada!

O ato dos estudantes de Bayeux fechou a Av. Liberdade por quase 1 hora, e com a participação de dezenas de estudantes, que puxaram palavras de ordem, deixou o recado: Chega de ataques aos nossos direitos! 

Em todo o estado continuam as mobilizações e a APES irá se manter na linha de frente na luta dos estudantes paraibanos por educação de qualidade e contra todos os ataques de qualquer governo à educação pública, que é um direito todos e todas.
À luta contra a PEC 241, a reforma do Ensino Médio e contra esse governo golpista!
O futuro será nosso, se o presente for de lutas!
#ApesResiste #ApesNaLuta

NADA HÁ TEMER SE NÃO O CORRER DA LUTA! POR UMA REFORMULAÇÃO DE MAIS INVESTIMENTOS E QUE SAIA DO CHÃO DA ESCOLA E DE QUEM VIVE A ESCOLA TODO DIA

No início de setembro, o Ministro da Educação, Mendonça Filho, e o golpista Michel Temer apresentaram a medida provisória 746 para a reformulação do Ensino Médio. No entanto, a medida está longe de resolver os problemas da educação e possui uma série de contradições e aspectos negativos. Um deles é a possibilidade do fim da obrigatoriedade da oferta das matérias de Sociologia, Filosofia, Artes e Educação Física. São matérias que proporcionam ao estudante o pensamento crítico e a construção de opiniões, permitem a expressão de sentimentos e a melhoria da condição física através da prática saudável de esportes.
Outro problema está na junção das matérias por área de conhecimento, como acontece no ENEM, sem que haja capacitação dos professores para ministrar essas aulas. Como solução, a MP propõem o “Notório Saber” nas questões ligadas a educação técnica, que na prática significa que de mais nada ira servir a didática ou conhecimentos pedagógicos para lecionar nas salas de aula e sim só o conhecimento técnico sobre a área. Ou seja, não resolve o problema. Além disso propõe aula de formação profissional, sem as condições adequadas para o aprendizado de uma profissão e sem o pensamento crítico sobre o trabalho desempenhado. A ideia é formar, de maneira tecnicista, jovens para ingressar no mercado de trabalho e servir aos interesses das empresas. Mas não para por aí! Agora, os estudantes terão sete horas diárias de aula. Isso implica que ficaremos parte da manhã e da tarde na escola.
Sabemos que grande parte dos jovens do nosso país já são ingressos no mercado de trabalho e tentam conciliar o emprego com a sua formação escolar. Uma solução seria a escola auxiliar os estudantes que precisam trabalhar para ajudar em casa, mas esse problema nem pareceu passar pela cabeça do Mendonça. Sete horas diárias de aula acarreta outros problemas: as escolas de ensino médio já possuem salas de aula cheias. Se a proposta é juntar os turnos, as salas vão ficar lotadas ou a oferta de vagas irá diminuir. Qualquer uma das opções é pior para os estudantes e professores. Num momento em que se busca aprovar a PEC 241, que vai congelar os investimentos em educação durante 20 anos, aprovar uma reforma desse tipo no Ensino Médio que já está defasado é no mínimo inconsequente. Os estudantes não terão garantia de alimentação, de melhoria da estrutura escolar, de assistência estudantil. Os professores não terão garantia de formação continuada, de condições dignas de trabalho e, caso a reforma da CLT seja aprovada, irão se aposentar aos 70 anos.
Ou seja, a escola da PEC 241 é uma escola mais sucateada que a que temos hoje. Enquanto isso, o nosso país continua mandando bilhões de reais por ano para pagar a dívida pública, que é o sistema de transferência de recursos da nação para os bolsos de banqueiros e empresários mais corrupto da nossa história. Afinal, ninguém sabe de onde vem essa dívida e nem para onde vai todo esse dinheiro. Uma reforma do ensino médio que é aprovada juntamente com uma PEC que estabelece o teto para gastos com educação não pode ser de forma alguma, uma reforma que vá melhorar a nossa situação. Por fim, em nenhum momento houve a discussão por parte do governo com os estudantes e os professores sobre o que achamos que deve ser modificado no ensino médio e nas nossas escolas. Na primavera secundarista, mais de 600 escolas foram ocupadas em todo o país e hoje já são mais de 1200 escolas e Institutos Federais ocupados contra a PEC 241 e a Reformulação do Ensino Médio. Afinal, não era essa a proposta dos estudantes para a melhoria do ensino ao fazerem as ocupações do final do ano passado e durante todo esse ano. Essa reformulação foi mais um golpe do governo em cima do povo, que vai ter que se virar pra conseguir um diploma de ensino médio. A melhor reformulação do ensino médio possível é com mais investimento em materiais didáticos, investimentos em assistência estudantil e nos profissionais de educação e radicalizar na gestão democrática em todas as instituições de ensino. Os estudantes querem ser ouvidos e participar das decisões e essa medida do Mendonça só prova que os golpistas querem exatamente o contrário.
Entendemos que uma medida dessas, aprovada sem discussão com a população, não vai resolver nossos problemas. Por isso, diversas entidades estudantis secundaristas de todo o Brasil, que há anos estão na luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade, se reuniram e convidam os/as estudantes brasileiros/as a se organizarem em suas escolas, fazer debates, palestras e rodas de conversas sobre esse MP que pode retroceder tanto nossa escola. É pra frente que se anda! Lutar contra essa medida autoritária na rua e não dar sossego ao golpista Michel Temer e o corrupto Mendonça Filho é determinante para nossa educação. Abaixo a reformulação do ensino médio, a PEC 241 e a lei da mordaça. Os poderosos só querem sucatear a escola, formar mão de obra barata e alienar nossa juventude. Fora Temer! E leva o Mendonça junto!

Assinam está nota:
União dos Estudantes Secundaristas de Belem - UESB
Associação Municipal dos Estudantes de Teresina - AMES
União dos Estudantes Secundaristas de Timon - UEST
União dos Estudantes Secundaristas da Região Metropolitana de Fortaleza - UESM
União dos Estudantes Secundaristas Potiguares - UESP
Associação Paraibana dos Estudantes Secundaristas - APES PB
União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco - UESPE
Associação Recifense dos Estudantes Secundaristas - ARES
União dos Estudantes Secundaristas de Caruaru - UESC
Associação dos Estudantes Secundaristas de Petrolina - UESP
União dos Estudantes Secundaristas de Serra Talhada - UESST
União dos Estudantes Secundaristas de Jaboatão - UESJ
União dos Estudantes Secundaristas de Olinda - UESO
União dos Estudantes Secundaristas de Carpina - UESC
União dos Estudantes Secundaristas de Palmares - UESPA
União dos Estudantes Secundaristas de Barreiros - UESB
União dos Estudantes Secundaristas de Goiana - UESG
Associação Litero Social dos Estudantes de Moreno - ALSEM
União Secundarista dos Estudantes de Alagoas - USEA
União dos Estudantes Secundaristas de Juazeiro - UESJ
Associação Metropolitana dos Estudantes de Salvador - AMES Salvador
Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas de Feira de Santana - AMES FSA
Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Belo Horizonte - AMES BH
União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Ouro Preto - UMES OP
Diretório dos Estudantes de Montes Claros Livre- DEMC Livre
Associação dos Estudantes Secundaristas do Estado do Rio de Janeiro - AERJ
União dos Estudantes de Duque de Caxias - UEDC
União Meritiense dos Estudantes Secundaristas - UMES SJM
União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Armação de Buzios - UMEAB

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